Acho que a minha adrenalina do título de octacampeão da Unilever/Rio de Janeiro já abaixou e posso blogar decentemente. A final repetida a nove anos tinha tudo para ser aquela coisa monótona, já que os rivais eram os mesmos e o franco favorito era o Osasco, que montou um super time para a temporada e papou tudo quanto é título desde o fim da Superliga 2011/2012, naquele fatídico 3 a 0 contra o arquirrival em plano Maracanãzinho lotado.
A temporada 2012/2013 é da Unilever/Rio de Janeiro. Em pleno Ibirapuera lotado e com uma superprodução, a equipe carioca virou o jogo em 3 sets a 2, parciais de 22/25; 19/25; 25/20; 25/15; 15/9.
As equipes eram as mesmas, com alguns personagens repetidos, mas com o fim diferente. No início, tudo se encaminhava para uma vitória avassaladora do Osasco, de novo. As meninas do Luizomar de Moura entraram soltas em quadra, se divertindo e abriram 2 a 0. E tudo dava errado para o lado do Rio. O bloqueio estava sumido, o passe não estava legal. Nitidamente a Gabi, ponteira de 18 anos que substituiu a Logan Tom (lesionada), estava sentindo a pressão da partida.
Talvez ela até permanecesse sentindo e tudo o mais de errado acontecesse, se na comissão técnica do Rio de Janeiro não tivesse Bernardinho e companhia. Muito se fala nas jogadoras e vou abordar a respeito delas mais pra frente, mas preciso exaltar o trabalho da comssão técnica. Eles prepararam muito bem as jogadoras para essa final.
Me recordo ter lido o Bernardinho dizendo que o objetivo era estender a partida e evitar um atropelamento. Foi exatamente o que o Rio de Janeiro fez. O cara sabia exatamente o potencial, individual e coletivo, do time de Osasco e soube armar uma estratégia para reverter o favoritismo. Bato palmas e de pé para essa comissão técnica.
E o que falar de Fofão? Me emociono só de dissertar sobre ela. Pequenininha que vira gigante em quadra. Não basta ter 43 anos e jogar tudo o que ela joga. Tem que mentir para a comissão técnica sobre o condicionamento físico para não ficar de fora da decisão, porque ela sabia a importancia e referencia que tem para o time. Digna de orgulho.
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| (Foto: Luiz Doro / Adorofoto) |
Cada jogadora da Unilever/Rio de Janeiro teve sua importancia. Não só as 7 titulares, mas também as reservas. Quem não se lembra dos saques precisos e em horas cruciais da Amandinha? E as inversões do 5 x 1 com a Roberta e a Bruna, que varias vezes ajudaram o time? A Régis? Aiii a Régis...tremo na base quando ela entra, mas devo admitir que em vários momentos ela ajudou bastante.
Poderia ficar aqui ressaltando o time inteiro, mas o post pode ficar imenso, então vou destacar apenas uma outra personagem que na minha opinião merecia demais essa Superliga: a Nati. Quem acompanha o volei sabe o que ela passou. Aliás, nós que acompanhamos não sabemos de nada, porque só quem passou por isso sabe a dor que é não só fisica, mas sentimental por ficar sem jogar durante um ano e três meses. A gente tem uma ideia, mas só a Nati sabe o que ela passou. O último ponto do título tinha que ser dela mesmo. Muito feliz e orgulhosa!
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| (Foto: Luiz Doro / Adorofoto) |
Osasco também merece aplausos
Por meio de tantas polêmicas a respeito do ranking das atletas, o Sollys/Osasco entrou em quadra como o time a ser batido. De fato o investimento foi bem forte para ter um time competitivo e tinha nada mais do que a base da seleção campeã olímpica em Londres. Tirou a Sheillão do arquiinimigo, Rio de Janeiro, buscou Fernanda Garay, que foi destaque na campanha Olímpica e estava voando na temporada, manteve as jogadoras renomadas como a Jaque, que é praticamente um símbolo da equipe, Thaisa, Adenizia, Fabíola e Camila Brait.
Porém, o dream time do volei feminino foi superado. Não por falta de vontade, garra ou algo do tipo, mas é que o volei proporciona viradas históricas e que muitas vezes é mérito do adversário. Mas o Osasco é a prova de quem nem sempre o melhor elenco o maior investimento é aquele que vence o campeonato.
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| (Foto: VIPCOMM) |
Lado torcedora
Eu não podia ficar sem zoar a Sheillão. Na temporada passada ela defendeu o Rio de Janeiro e perdeu. Foi pra Osasco, na esperança de faturar o título e o que aconteceu? Perdeu de novo. Pode ser considerada a pé frio da Superliga...rsrsrs...brincadeira Sheillão! Admiro demais essa jogadora.
Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos, porque mal acabou a Superliga e o mercado já está se movimentando. Novidades em breve ;)




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