O atual campeão da Superliga Masculina, RJ Vôlei, não está em uma boa temporada. Além dos problemas de salários atrasados que resultou em uma grande debandada dos principais jogadores, o time carioca teve que se explicar nos tribunais. Em sessão realizada na última quarta-feira, 19 de fevereiro, a Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, penalizar, por unanimidade com quatro partidas de suspensão o técnico Marcelo Fronckowiak e com uma advertência o ponteiro Vini. Além deles, a equipe da UFJF também foi julgada e foi decidido por unanimidade aplicar uma multa de R$ 100.
Com o resultado do julgamento, o RJ Vôlei não poderá contar com o seu comandante nas próximos quatro jogos, sendo dois pela fase classificatória - contra o Sesi-SP no próximo sábado, 22 de fevereiro, na Vila Leopoldina e dia 26 de fevereiro, no Tijuca Tênis Clube, contra o Sada - e mais dois nos playoffs. A UFJF, que além de multada, correu o risco de mando de campo, poderá cumprir a tabela e jogar a última rodada, contra o Brasil Kirin, em casa, na Arena UFJF.
A denuncia foi originada por causa de uma confusão no confronto entre UFJF e RJ Vôlei, pela quarta rodada do returno no dia 11 de janeiro, na Arena UFJF, em Juiz de Fora. Na ocasião, o time carioca venceu por 3 sets a 1. No intervalo do terceiro para o quarto set, um atleta da equipe visitante foi ofendido por um torcedor e como resposta, arremessou uma garrafa d'água e o mesmo revidou jogando-a de volta.
O jogador denunciado pelo o ocorrido, o ponteiro Vini, foi incurso a dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBDJ): o 258, que diz ser infração "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva", com pena prevista de suspensão de até seis partidas; e o 258-A, por "provocar o público durante partida", com pena prevista de suspensão de duas a seis partidas.
Com o ocorrido, o mandante do jogo, o UFJF, também foi denunciado ao STJD pela atitude do torcedor, e foi incurso ao artigo 213, inciso III, por "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo", com pena prevista de multa de R$ 100 a R$ 100 mil.
Na mesma partida, o técnico do RJ Vôlei, Marcelo Fronckowiak, foi expulso da partida no quarto set. O árbitro da partida, Silvio Silveira, entendeu que o comandante da equipe carioca ofendeu a arbitragem e assumiu conduta antidesportiva, então apresentou o cartão vermelho e o excluiu da partida. Com isso, Fronckowiak foi denunciado ao STJD, incursos em dois artigos: o 243-F, §1º (duas vezes, desclassificado para o 258) por "ofender alguém em sua honra", com pena prevista de multa que vai de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de quatro a seis jogos; e o artigo 258 (como Vini).
Obs.: na sessão, a Procuradoria irá analisar a conduta do líbero do RJ Vôlei, Mário Jr, que também esteve envolvido na confusão, e decidirão se vão denunciá-lo futuramente ou não.
Foto: Divulgação/RJ Vôlei
Obs.: na sessão, a Procuradoria irá analisar a conduta do líbero do RJ Vôlei, Mário Jr, que também esteve envolvido na confusão, e decidirão se vão denunciá-lo futuramente ou não.
Foto: Divulgação/RJ Vôlei

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