Pra quem não sabe, está rolando a Copa do Mundo de Volei Feminino. Após o título do Grand Prix de Volei e o ouro nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara, a Seleção chegou com uma das favoritas, porém, a história foi outra.
Logo na primeira partida, contra os Estados Unidos, o Brasil perdeu, fazendo uma estréia muito abaixo do esperado. Daí por diante vieram vitórias, mas sempre no sufoco.
Eu nunca conseguia acordar pra assistir as partidas, porque de madrugada ninguém merece né...já tive pique pra isso, mas hoje não mais, só acompanhava mesmo pela Internet depois. Fiquei surpresa quando me falaram que a Seleção tava em quinto (no primeiro momento).
O primeiro dia em que consegui 'assistir' (tá bom, confesso, dormi no meio do jogo) a uma partida da Seleção, as meninas perderam pras Italianas, que estavam desfalcadas de três jogadoras importantes: Aguero, Piccinini e Ortolani. Mesmo sem as atletas, tudo tava dando certo pra Itália e tudo dava errado pro Brasil.
A outra partida que assisti foi contra o Japão, que foi hoje. Perderam. Jogar contra as japonesas é, de costume, um tanto quanto chato, porque é um time 'jogueiro' e com um excelente volume de jogo no fundo de quadra. Tem que ter paciência pra virar as bolas.
Não posso deixar de citar a levantadora Takeshita. Anã, de 1,59 m e que se transforma numa gigante nos jogos, dá até raiva. Mas como admiro um bom voleibol, me declaro fã dela e do jogo que ela proporciona.
Com a derrota contra as japonesas, a classificação para as Olimpíadas de Londres no ano que vem está distante. Apenas as três primeiras colocadas serão classificadas. A missão parece impossível, já que o Brasil está em sexto na tabela. Mas se não conseguir se classificar agora, o Brasil terá outra chance, no pré olímpico continental.
ESPORRO: Meu ponto de vista é o seguinte, as meninas estão esgotadas. Elas vieram de duas competições seguidas (Grand Prix e Pan Americano) e conseguiram êxito nas duas...palmas pra elas, mas pensando racionalmente, não foi uma boa idéia levar a equipe titular pra disputar o Pan, uma competição teóricamente sem muito desafios. Acho que poderiam ter mandado a Seleção Juvenil, como já fez em outros Pans. Era uma maneira de botar as novas pra jogarem uma competição internacional importante pro continente. Se o Brasil tem uma boa Seleção de base, porque não usá-la, não é mesmo? Aí poupava as titulares e ia com força máxima pra Copa. Foi o que fez a Seleção dos EUA. Levou o time B pro Pan. Tudo bem que elas não venceram, mas estão bem na Copa e provavelmente serão classificadas agora pra Londres. Aliás, nem precisava dá o exemplo dos EUA, o próprio Brasil fez isso, mas na equipe masculina que levou uma equipe mista, poupando assim os principais jogadores e o técnico Bernardinho (que foi representado no Pan pelo auxiliar, Rubinho). Acho que o cansaço tá sendo um vilão pra nossa Seleção Feminina nessa competição, mas acredito sim que elas vão conseguir a classificação e o bi-campeonato Olímpico em 2012!
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