segunda-feira, 13 de maio de 2013

ANÁLISE DO SUL-AMERICANO 2013 - CALENDÁRIO ATRAPALHOU

O fim do Sul-Americano encerra a temporada de clubes para os brasileiros. O vencedor da competição continental dá vaga direta ao Mundial de Clubes e quem conseguiu o feito em 2013 foi o UPCN, da Argentina.

Na disputa havia dois grandes times brasileiros: o atual campeão da Superliga, o RJX, e o Vivo/Minas, convidado por ter sido o anfitrião da competição, que foi realizada no ginásio do clube mineiro.

Em tese, os brasileiros eram os favoritos, e mais ainda o RJX, pela boa campanha no decorrer de toda a temporada, que foi selada com o título nacional. Porém, o Brasil ficou sem representante no lugar mais alto do pódio.

No último jogo na fase classificatória, o RJX amargou um 3 a 0 contra o Buenos Aires Unidos, que provocou um encontro com o Minas logo na semifinal. Melhor para os mineiros, que estavam, digamos, mais descansados, do que a equipe carioca, já que folgaram na última rodada e também, porque estávam 'em férias' há mais tempo do que o RJX.

Na final, o Minas encarou o tricampeão argentino, o UPCN, dos brasileiros Evandro Guerra e José Junior. O clube brasileiro não conseguiu ter o mesmo êxito da semifinal e saiu derrotado e sem a vaga para o Mundial. 

Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto

O levantador Marcelinho, sábio e sempre muito bem com as palavras, disse ao fim da partida que faltou ao Minas jogar voleibol. Em partes, concordo com a colocação do armador, mas há quem concorde comigo de que o Sul-Americano é realizado em uma data ingrata aos clubes brasileiros, pois após a Superliga, os clubes já começam a se movimentar no mercado para a edição seguinte e jogadores cumprem o contrato com o time e já estão negociando, ou fechado, com outro.

Em questão de nível técnico, a competição nacional está cada vez mais equilibrada, principalmente a masculina. Ou seja, temporada pesada para os atletas. O desgaste é visível e o cansaço também. Sem contar os que emendam a Seleção. 

Tudo bem que eles são profissionais e sabem lidar com isso. Talvez, mas aí é que gera as contusões que tanto atrapalham a vida de esportista. O repouso também é necessário.

Aí você me pergunta, por que no feminino a Unilever conseguiu? Ok, quem perguntar isso não assistiu sequer uma partida do Sul-Americano feminino, que o nivel técnico foi ridículo. Era obrigação da equipe carioca vencer. Foi o que aconteceu e com maestria. Levaram com seriedade do início ao fim. Palmas para jogadoras e comissão técnica.

Particularmente, espero que o plano de novo calendário, que ainda está no papel, seja concretizado para a próxima temporada. Esperança existe e pode dar muito certo para o esporte mais vitorioso do Brasil. As medidas entre as partes interessadas (jogadores, comissão técnica, dirigentes), estão sendo feitas, falta agora o 'ok' da emissora de TV, detentora dos direitos de transmissão.

Foto: Luiz Adoro/AdoroFoto

Sobre o Autor

Fernanda Teixeira

Author & Editor

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