sábado, 7 de junho de 2014

Terceira etapa da Liga Mundial: Brasil vence a primeira partida, mas é superado pelo Irã na segunda


A Liga Mundial 2014 não está nada fácil para o Brasil. A terceira rodada da competição aconteceu sexta e sábado, 6 e 7 de junho, no Ginásio do Ibirapuera (SP), e a equipe comandada por Bernardinho demonstrou inconstância novamente. O adversário da semana foi o Irã, seleção sem tradição no vôlei, mas que tem evoluído nos últimos anos. Na primeira partida, os donos da casa suaram a camisa e venceram por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 28/30, 26/28, 25/23, 15/13, porém, perdeu a segunda por incríveis 3 sets a 0, parciais de 18/25, 21/25, 22/25.

Vale lembrar que nesses seis primeiros jogos da Liga Mundial, o Brasil jogou em solo nacional. A etapa de abertura foi em Jaraguá do Sul (SC), com derrota para a Itália nos dois jogos. Nos dois jogos seguintes, a seleção enfrentou a Polônia - que não levou os principais jogadores como o oposto Bartman, o levantador Zygadlo e o ponteiro Kurek - e ganhou uma partida e perdeu a outra, assim como foi na terceira etapa, contra o Irã. Portanto, a equipe verde e amarela possui cinco pontos na classificação geral do Grupo A.

Na próxima semana, nos dias 13 e 15 de junho, contra os iranianos novamente, só que fora de casa, em Teerã. A primeira partida será às 12h30 (horário de Brasília) e o Brasil precisa e muito das duas vitórias, já que os asiáticos são adversários diretos no grupo A, que ainda tem Itália e Polônia. 

O Brasil terá o desfalque do ponteiro Maurício Borges, que sofreu um entorse no tornozelo direito ainda no primeiro set. O tempo de recuperação, segundo o médico da seleção, Ney Percegueiro, é de duas a três semanas. Após o ocorrido, o jogador foi ao hospital fazer raio-X e foi confirmado que não foi grave (melhoras aí Maumau!)

ANÁLISE SEM BLOQUEIO

Os erros das duas partidas foram basicamente os mesmos, erros de recepção e a ineficiência do contra-ataque. Claramente o Brasil demonstrava um certo "fogo" de pontuar logo, sem paciência de trabalhar a bola. A linha de passe é o setor que tem preocupado bastante. Se o passe não funciona, impossível do levantador, seja o Bruno ou o Rapha, conseguir armar jogadas rápidas e dificultar o bloqueio adversário. Aliás, esse mesmo fundamento é frágil no lado brasileiro. No primeiro jogo, 11 pontos de bloqueio, já no segundo, apenas cinco, enquanto o Irã marcou 16 e 11, respectivamente.

No primeiro confronto, o maior pontuador da partida foi Mahmoudi com 22 acertos e pelo lado brasileiro, Sidão fez 16 pontos. Já no segundo jogo, a diferença foi bem grande. O mesmo jogador iraniano fez 18 pontos e no Brasil, quem mais pontuou foi o Wallace com NOVE pontos e jogando apenas um set inteiro. Ou seja, a virada de bola brasileira não foi a das melhores.

Pra quem quiser comprovar o que estamos escrevendo, segue o link da estatística das duas partidas (http://www.fivb.org/vis_web/volley/WL2014-1/pdf/P2-011.pdf) e (http://www.fivb.org/vis_web/volley/WL2014-1/pdf/P2-014.pdf) e façam as suas próprias análises.

Mais do que técnicas e fundamentos, o que se percebeu também foi a confiança abalada, cabeça baixa dos jogadores brasileiros que apenas deixaram o Irã jogar. Isso não é bom. Nós do Sem Bloqueio concordamos que o objetivo principal do ano é o Mundial e claro, a Olímpiada do Rio em 2016, mas antes disso, o grupo precisa ser formado, evoluir nos fundamentos e ter outra atitude dentro de quadra. 

Nós do site torcemos e apoiamos muito e acima de tudo, acreditamos no Brasil. Vamboooraaaa moçada, vocês podem mais... rumo ao deca!

Foto: Divulgação/FIVB

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