quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Brasil, país do vôlei nos Jogos Olímpicos: Modalidade bicampeã é a de maior procura de ingressos para o Rio 2016


O vôlei brasileiro é um dos esportes mais vencedores. Com tantos títulos - entre eles o bicampeonato olímpico das seleções masculina e feminina de quadra - acabou conquistando espaço entre os torcedores e é sempre esperança de medalhas em Olimpíada.

Na última semana, a organização dos Jogos Rio 2016 divulgou que a modalidade lidera o ranking de procura de ingressos, ficando a frente até mesmo do futebol, que é considerado a paixão nacional.

Mais de 174 mil pessoas se inscreveram para a solicitação de tíquetes para os Jogos, sendo 27% para o vôlei. Em segundo lugar, com 21,9% está o futebol. Em seguida estão as modalidades consideradas nobres: a natação, com 21%, e atletismo, 20,6%.

As jogadoras da seleção feminina bicampeã olímpica ficaram animadas com a grande procura do vôlei por parte do público. A ponteira Jaqueline, que participou das conquistas das medalhas de ouro em Pequim 2008 e Londres 2012, não esperava que a modalidade seria tão procurada e cobra mais apoio e respeito ao esporte.

"Jamais imaginei que o vôlei seria o primeiro esporte a ser vendido os ingressos. Isso tudo também é pra ver que o vôlei merece mais apoio, merece mais respeito aqui no Brasil, não só o futebol", falou a jogadora.

A ex-companheira de seleção, Fabí, também bicampeã olímpica nos dois últimos ciclos, se diz muito orgulhosa pelo esporte ser o mais procurado. Para ela, as conquistas são fruto de um trabalho sério feito por pessoas que são apaixonadas pelo o que fazem:

"Quando sai uma notícia como essa, certamente nos deixa mais do que orgulhosos. O futebol que é o esporte mais popular do nosso país, acabou ficando um pouquinho atrás do vôlei. É um misto de orgulho e satisfação saber e alegria pelo voleibol ter conquistado esse espacinho no coração dos torcedores brasileiros", disse a líbero que se aposentou da seleção em 2014.

A ponteira Natália é uma das jogadoras da nova geração e participou do grupo que foi medalha de ouro em Londres 2012. A expectativa é que ela também seja uma das jogadoras que vão representar o Brasil no Rio de Janeiro em 2016. Para ela, o fato do vôlei ser o mais procurado é o resultado de um trabalho feito com amor.

"É uma coisa muito legal. É o respeito que os torcedores têm pela gente, vêem que o nosso trabalho é muito sério. É um esporte que a gente faz com muito amor e uma hora o resultado vem. Não é a toa que a gente tem sido o esporte mais procurado", disse.

Nos últimos meses, a modalidade tem sido notícia com denúncias de desvio de verba em gestões antigas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). No entanto, Fabí não acredita que os recentes acontecimentos, influenciem a preparação das seleções para os Jogos Olímpicos.

"O voleibol não foi afetado por conta desses desvios. O que a gente espera é investigação, punição, que os responsáveis sejam punidos. O voleibol tem um histórico tão brilhante, não pode ser manchado por um fato isolado, de pessoas isoladas que nem estão ali atuando, nem estão ali jogando. Mas enfim, eu espero que isso passe o mais rápido possível, que a gente possa falar só de coisas boas", explicou.

Quando perguntada se o Brasil pode ser considerado o país do vôlei nos Jogos Olímpicos, Fabí espera que sim e ainda projeta o cenário ideal das duas seleções, masculina e feminina, serem tricampeãs olímpicas em casa.

"A minha torcida é que no cenário ideal a gente tenha o Maracanãzinho lotado em todos os jogos do Brasil e porque não sonhar com o tricampeonato olímpico aqui. Quem sabe nós vamos ser presenteados com essa vitória de ambos aqui no Brasil. Isso seria épico!", disse esperançosa.

Assim como as atletas, os fãs de vôlei ficaram muito felizes pelo esporte ser o mais requisitado nos Jogos Olímpicos, pelo fato de não ser uma modalidade com muita exposição, porém, também gerou uma certa preocupação. Se a procura é grande, fica a incerteza se vão conseguir os ingressos que tanto desejam para prestigiar a modalidade que será disputada no Maracanãzinho.

A autônoma de Consultoria em Departamento Pessoal de Belo Horizonte, Simone Boff, 35 anos, é uma das 27% pessoas que se cadastraram para acompanhar o vôlei nos Jogos. A paixão pelo esporte começou aos nove anos quando começou a praticá-lo e ganhar torneios em sua cidade. A admiração aumentou depois de ver a conquista da primeira medalha de ouro, que veio com a seleção masculina na Olimpíada de Barcelona em 1992.

"Quando eu soube que o ingresso do vôlei foi o mais procurado, eu fiquei feliz, mas ao mesmo tempo fiquei preocupada. Será que eu vou conseguir ingresso?", divertiu-se Simone que vai levar a filha, Ágata, que estará com 10 anos, para vivenciar o espírito olímpico e a união com outras nacionalidades, assim como foi a Copa do Mundo de 2014.

O analista de sistemas Guilherme Zilse, de 35 anos, desde pequeno tem contato com o vôlei. Enquanto a mãe treinava, ele ficava admirando e frequentava as grandes partidas da geração de prata que ia jogar no Ginásio Nilson Nelson, Brasília, onde mora. 

Assim como Simone, Guilherme ficou empolgado pelo vôlei ter sido o mais procurado, mas também temeroso por causa da concorrência para conseguir os ingressos. Para ele, a grande procura se dá pelo reconhecimento do público à modalidade que é uma das mais vencedoras do Brasil.

"Foi o esporte que mais ascendeu e levou o país aos altos degraus olímpicos", explicou Guilherme.

Por Fernanda Teixeira

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Fernanda Teixeira

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