segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PRATA PARA SE ORGULHAR - FINAL OLÍMPICA MASCULINA: BRASIL X RÚSSIA

   Os meninos de ouro chegaram pela terceira vez consecutiva em uma final olímpica. Depois da má fase na Liga Mundial, em que o Brasil ficou apenas na sexta colocação e problemas de lesões, enfim, a seleção de Bernardinho chegou. A promessa do treinador feita em Saquarema antes de embarcar para Londres foi de que os meninos iriam se recuperar e dar o melhor deles.
  A campanha olímpica foi muito boa, com apenas uma derrota na primeira fase, para os Estados Unidos. Os meninos chegaram com sangue nos zóio, queriam demais esse ouro para fechar esse ciclo olímpico. No entanto, a medalha almejada não veio.

Wallace fez uma excelente Olimpíada, e olha que é a primeira

Na final, o Brasil saiu na frente botando 2 sets a 0. Time estava forte, focado, virando tudo e com um bom volume de jogo no fundo de quadra, o que despertou a impaciência do técnico russo, Vladimir Alekno, que testava mudanças táticas e técnicas de jogadores na ponta e na posição de levantador.
    Porém, no terceiro, que podia ser o último set, esse mesmo técnico,  tirou um coelho da cartola: colocou o central Muserskiy de oposto e o oposto Mikhailov de ponteiro passador. Para a falta de sorte do Brasil, deu certo e a Rússia conseguiu imprimir o ritmo de jogo, neutralizando o Brasil e colocando as bolas no chão.
  O que parecia impossível aconteceu, Rússia virou em extraordinários 3 sets a 2, com parciais de 19/25, 20/25, 29/27, 25/22, 15/9. Méritos do forte time russo que soube apostar as fichas e acreditaram que era capaz. A estrela do técnico Alekno brilhou.

Técnico Alekno, grande responsável pela virada russa

   A prata foi dolorida para a Seleção Brasileira, que se despedia de grandes nomes como Giba, Ricardinho, Serginho e Rodrigão, que vão se aposentar da amarelinha. Porém, não dá pra desmerecer uma medalha tão suada como essa. Os meninos pecaram sim em momentos cruciais por excesso de vontade, de querer fechar logo e talvez tenha pecado também em excesso de confiança, mas uma coisa não podemos deixar de ressaltar é que eles tentaram até o fim. Tá aí o placar que não me deixa mentir.
   Falo por mim o seguinte, o sentimento que tenho é de orgulho. Vocês sabem, eu acompanho o volei e sei o quanto eles queriam e o quanto trabalharam. Fica a sensação de que poderia ter sido ouro, mas não foi. Ser o segundo melhor do mundo não é vergonha pra ninguém, significa que se chegou a final apesar dos pesares. Tenho muito orgulho desse grupo, muito orgulho dos jogadores e comissão técnica.
   Agora é tirar lições e pensar no próximo ciclo olímpico, lapidar talentos e descobrir outros porque o trabalho vitorioso continua e com certeza o volei vai continuar dando muitas alegrias ao Brasil. #EuSempreAcredito

 A medalha é de prata, mas eles são de OURO

   

Sobre o Autor

Fernanda Teixeira

Author & Editor

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