A Rússia virou de vez a nova pedra no sapato do Brasil no volei masculino. Na final da Liga Mundial em que o time renovado de Bernardinho estava em busca do decampeonato da competição, foi superado pelos gigantes atuais campeões olímpicos.
O placar de 3 a 0 foi dolorido demais, tanto que nem bloguei imediatamente após o jogo porque sabia que eu, de cabeça quente, ia xingar o time inteiro, mas como eu prezo muito o respeito e a racionalidade dos fatos, demorei um pouquinho para dissertar sobre o assunto. Vamos aos pontos principais:
- O Brasil perdeu, sim, e de uma maneira feia com aquele 3 a 0. Eu não aceitava a derrota da forma que foi. Achei a equipe muito apática, respeitando demais aqueles gigantes feiosos! Tava todo mundo muito mal no jogo. Até o Lucão, que pra mim é um dos melhores jogadores que temos, não tava legal.
- Assim como grandes ídolos se aposentaram da amarelinha, novos jogadores estão chegando e representando muito bem, porém, não podemos botar uma pressão do tamanho do mundo nas costas deles. Temos que tentar evitar comparações. Lucarelli é uma realidade incrível, mas não podemos exigir que ele seja um Giba, pelo menos não agora. É a primeira Liga dele, assim como o Isac, Wallace... O mesmo carinho eu peço pro Mário Jr. Serginho foi um líbero-mito, não podemos comparar os dois. Deixem que o Serginho seja o Serginho e o Mário Jr seja o Mário Jr. Eu pego muito no pé dele por causa do passe, mas é visível que ele tem se dedicado para melhorar e aperfeiçoar também a defesa, tanto que foi eleito o melhor libero da Lig
a. Merecidente, porque ele foi muito bem na fase final em Mar Del Plata.
a. Merecidente, porque ele foi muito bem na fase final em Mar Del Plata.
- Li no Twitter e em alguns comentários de matérias as pessoas falando mal do Bernardo e como sempre acusando o cara de nepotismo. Até quando isso, meu Deus? O cara fez as modificações que achou necessárias. Claro, achei que demorou muito para isso, mas não podemos dizer que o cara não tentou, tanto que as trocas dele também não surtiram muito efeito na partida.
- Após esfriar a cabeça e voltar para analisar a campanha brasileira na Liga, a conclusão que cheguei foi a mesma que tenho falado desde que o time foi convocado: temos um plantel maravilhoso e que ainda vai nos dar muitas alegrias. Infelizmente temos a mania de desvalorizar a medalha de prata, mas isso é culpa da geração de 2004, que ganhou tudo, era o Dream Team que geral temia. Porém o ciclo é outro, o grupo e a geração são novos. Temos que ter paciência porque o objetivo é pra um bom resultado a longo prazo, já que o foco são os Jogos Olímpicos de 2016. Ainda tem muita água pra rolar e tenho certeza que vai ter um desfecho brilhante. Tem tudo pra que isso aconteça.
- Por fim, vou falar da Rússia. Apesar de quase dar um set em erros para o Brasil, eles souberam jogar muita bola na final. Aquele oposto careca, Pavlov, destruiu o jogo. O Muserskiy Carrasco também jogou demais e cito o que Nalbert falou na transmissão: "Muserskiy é jogador de final!". De fato ele é.
- E o Spiridonov, o Tintim russo? Tava pianinho no jogo, sem provocar muito, ja que tinha sido expulso do jogo anterior e tava visado pela arbitragem. Porém, o cara tava meio calminho, mas tava lá virando as bolas, ajudando o time russo a ganhar. Pra mim ele foi um dos destaques dessa Liga por motivos de que ele causa e é um bom jogador.
Passada a Liga Mundial, a seleção vai se preparar para o Sul-Americano, que começa no dia 4 de agosto, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A competição dá vaga para a Copa dos Campeões.
Foto: FIVB
Foto: FIVB

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