terça-feira, 23 de julho de 2013

PACIÊNCIA COM O NOVO CICLO OLÍMPICO


A Rússia virou de vez a nova pedra no sapato do Brasil no volei masculino. Na final da Liga Mundial em que o time renovado de Bernardinho estava em busca do decampeonato da competição, foi superado pelos gigantes atuais campeões olímpicos.

O placar de 3 a 0 foi dolorido demais, tanto que nem bloguei imediatamente após o jogo porque   sabia que eu, de cabeça quente, ia xingar o time inteiro, mas como eu prezo muito o respeito e a racionalidade dos fatos, demorei um pouquinho para dissertar sobre o assunto. Vamos aos pontos principais:

- O Brasil perdeu, sim, e de uma maneira feia com aquele 3 a 0. Eu não aceitava a derrota da forma que foi. Achei a equipe muito apática, respeitando demais aqueles gigantes feiosos! Tava todo mundo muito mal no jogo. Até o Lucão, que pra mim é um dos melhores jogadores que temos, não tava legal.

- Assim como grandes ídolos se aposentaram da amarelinha, novos jogadores estão chegando e representando muito bem, porém, não podemos botar uma pressão do tamanho do mundo nas costas deles. Temos que tentar evitar comparações. Lucarelli é uma realidade incrível, mas não podemos exigir que ele seja um Giba, pelo menos não agora. É a primeira Liga dele, assim como o Isac, Wallace... O mesmo carinho eu peço pro Mário Jr. Serginho foi um líbero-mito, não podemos comparar os dois. Deixem que o Serginho seja o Serginho e o Mário Jr seja o Mário Jr. Eu pego muito no pé dele por causa do passe, mas é visível que ele tem se dedicado para melhorar e aperfeiçoar também a defesa, tanto que foi eleito o melhor libero da Lig
a. Merecidente, porque ele foi muito bem na fase final em Mar Del Plata.

- Li no Twitter e em alguns comentários de matérias as pessoas falando mal do Bernardo e como sempre acusando o cara de nepotismo. Até quando isso, meu Deus? O cara fez as modificações que achou necessárias. Claro, achei que demorou muito para isso, mas não podemos dizer que o cara não tentou, tanto que as trocas dele também não surtiram muito efeito na partida.

- Após esfriar a cabeça e voltar para analisar a campanha brasileira na Liga, a conclusão que cheguei foi a mesma que tenho falado desde que o time foi convocado: temos um plantel maravilhoso e que ainda vai nos dar muitas alegrias. Infelizmente temos a mania de desvalorizar a medalha de prata, mas isso é culpa da geração de 2004, que ganhou tudo, era o Dream Team que geral temia. Porém o ciclo é outro, o grupo e a geração são novos. Temos que ter paciência porque o objetivo é pra um bom resultado a longo prazo, já que o foco são os Jogos Olímpicos de 2016. Ainda tem muita água pra rolar e tenho certeza que vai ter um desfecho brilhante. Tem tudo pra que isso aconteça.

- Por fim, vou falar da Rússia. Apesar de quase dar um set em erros para o Brasil, eles souberam jogar muita bola na final. Aquele oposto careca, Pavlov, destruiu o jogo. O Muserskiy Carrasco também jogou demais e cito o que Nalbert falou na transmissão: "Muserskiy é jogador de final!". De fato ele é. 

- E o Spiridonov, o Tintim russo? Tava pianinho no jogo, sem provocar muito, ja que tinha sido expulso do jogo anterior e tava visado pela arbitragem. Porém, o cara tava meio calminho, mas tava lá virando as bolas, ajudando o time russo a ganhar. Pra mim ele foi um dos destaques dessa Liga por motivos de que ele causa e é um bom jogador.

Passada a Liga Mundial, a seleção vai se preparar para o Sul-Americano, que começa no dia 4 de agosto, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A competição dá vaga para a Copa dos Campeões.

Foto: FIVB

Sobre o Autor

Fernanda Teixeira

Author & Editor

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