Lembram que comentei que a Superliga 2013/2014 começaria mais cedo, em setembro, por conta das mudanças reivindicadas pelos atletas para que a competição tivesse maior duração? Pois é, corre o risco de não vingar. Na semana passada, houve reuniões entre a CBV e os clubes participantes, em São Paulo, em que a entidade fez a proposta para que a disputa começasse em outubro, por causa do Mundial sub-23, incluído no calendário internacional.
A ideia, claro, não deixou a maioria dos envolvidos satisfeita, já que clubes e atletas se mobilizaram para que a Superliga tivesse uma durabilidade maior e que fosse vantajosa para os jogadores e patrocinadores, além da criação da Copa da Brasil.
Ainda não tem nada definido, mas corre o risco sim de o calendário confeccionado para que a principal competição do volei no país não seja cumprido, o que seria uma pena.
Não só apenas lamento, mas também acho que seria um desrespeito com os atletas, clubes e pessoas envolvidas que correram atrás para que a Superliga tivesse condições melhores pelo bem do esporte. Se a CBV engavetar esse calendário prévio, eu diria que ia ficar bem feio para a entidade, que diz estar aberta a diálogos e ajudar no que fosse preciso, mas na verdade estaria era abafando o caso e ia acabar não tendo melhorias nenhuma. Portanto, CBV, dou aqui o meu toque: pense bem antes de bater o martelo.
Já não basta a nova regra de diminuição de pontos, de 25 para 21, que a Rede Globo impôs e foi aceita com carinho pela entidade do volei. Pois é, se você, caro leitor, não sabe, a Superliga agora será disputada em 21 pontos, com paradas técnicas quando uma equipe chegar a sete e a 14 pontos. Mais uma exigência da emissora dos detentora dos direitos de transmissão. Jogadores, técnicos, comentaristas, se dividem nas opiniões se isso será bom ou ruim.
Se eu concordo? Óbvio que não. Já deixei claro várias vezes que isso é apenas tapar o sol com a peneira. Se a promessa dessa diminuição de pontos por set é de transmitir mais jogos na TV aberta, eu te pergunto, você acha que vai mudar alguma coisa? Eu acredito, com quase certeza, que não. Vai continuar a mesma coisa: o SporTV transmitindo a maioria das partidas para os assinantes da tv a cabo e a Rede Globo transmitindo um jogo das semifinais no feminino e masculino e a grande final, como estipulado, em jogo único.
Só espero que diante de tantas mudanças para que o volei se torne mais rentável ele não seja descaracterizado, porque é isso que me preocupa. Como pode o esporte mais vitorioso do Brasil ter que submeter a esse tipo de coisa para ter um mísero espaço. Ok, a Globo é a mais foda e o canal mais popular, mas às vezes me questiono se não seria melhor vender o volei para outras emissoras. Duvido que não tem quem queira transmitir.
Saudades da época que eu assistia a Superliga durante o almoço do fim de semana na RedeTV (se não me engano), com comentários do Radamés Lattari. Pelo menos eu tinha a certeza de que ia passar o jogo e os patrocinadores tinham a certeza de que suas marcas seriam expostas e faladas durante a transmissão.
Segue o link do texto de Álvaro José, que também disserta sobre as mudanças que o volei tem sofrido por conta da TV http://esportes.r7.com/blogs/alvaro-jose/2013/08/16/o-volei-e-a-televisao/
Segue o link também da Fan Page do SEM BLOQUEIO em que escrevi algumas linhas sobre a diminuição dos sets quando começou o Campeonato Paulista, que está seguindo esse esquema novo de pontuação. https://www.facebook.com/SemBloqueio7/posts/225795287568774
Segue o link também da Fan Page do SEM BLOQUEIO em que escrevi algumas linhas sobre a diminuição dos sets quando começou o Campeonato Paulista, que está seguindo esse esquema novo de pontuação. https://www.facebook.com/SemBloqueio7/posts/225795287568774
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