ORGULHOSA. Essa é a palavra que me define quando o assunto é o nível da Superliga, tanto masculino quanto feminino. Vou começar dissertando sobre as semifinais das moças que teve início na sexta-feira. Os favoritos Rio de Janeiro e Osasco, saíram na frente, mas tomaram susto no primeiro set.
No confronto entre Sesi-SP e Rio de Janeiro, na Vila Leopoldina, as donas da casa surpreenderam a equipe carioca no primeiro set e saíram na frente no placar. Mas só que o time treinado por Bernardinho entrou mordido a partir do segundo set e viraram a partida, fechando em 3 sets a 1, com parciais de 23/25; 25/17; 25/20; 25/16.
Eleita a melhor da partida, Nati tem evoluído cada dia mais. A potência do ataque dela, todos nós que acompanhamos volei conhecemos, só que a força se alia a técnica e faz da jogadora uma atleta incrível. Resultado: foi eleita a melhor da rodada. Torço muito por ela, principalmente por tudo que ela passou na temporada passado.
Do lado do Sesi, bom, o que falta é saber manter a cabeça no lugar nas horas decisivas, assim como o Campinas (que comentarei mais adiante). Atletas capacitadas e comissão técnica, a equipe tem, só que não tão conseguindo executar. Isso também é mérito do Rio de Janeiro, que soube anular as jogadas do time paulista.
![]() |
| Foto: Miguel Schincariol/AdoroFoto |
No sábado foi a vez do clássico paulista, que disputou as finais do estadual, Osasco e Campinas. Assim como o Rio de Janeiro, o favorito Osasco saiu atrás na parcial, mas na hora certa soube evoluir e consertar os erros que atrapalharam e lhe tiraram um set. As meninas do Zé Roberto começaram muito bem a partida, ritmo avassalador e induzindo o Osasco ao erro.
Vou destacar a cubana marrenta da Daymi Ramirez. A jogadora incendeia a partida, mesmo tendo a torcida do José Liberatti toda pegando no pé. É assim que ela gosta de jogar, provocando e sendo provocada (que nem o Lorena, no Masculino...mas ele eu me amarro porque é engraçado, rsrs). É na vibração que ela vira as bolas. Só acho que ela tem que parar de se preocupar em ficar provocando os torcedores e as adversárias e jogar mais, manter a cabeça no lugar nas horas decisivas.
A partir do segundo set a história foi outra. Não dava pra achar que a partida estava ganha e o Zé sabia disso, já que do outro lado havia cinco campeãs olímpicas treinadas por ele. Apesar de conhecer muito bem suas comandadas de Seleção e cantar as pedras para as jogadoras de Campinas, as meninas do Zé não souberam pôr em prática aquilo que o comandante alertou. O psicológico de Campinas também deve ser trabalhado porque nos momentos decisivos, o time se perde em quadra e eu estou batendo nessa tecla já faz um tempo.
Bom para o outro excelente treinador, Luizomar de Moura. O cara tem uma seleção nas mãos e sabe trabalhar e muito bem com as suas comandadas.
![]() |
| Foto: Fábio Rubinato/AGF |
A segunda partida das semifinais começa sexta com Campinas x Osasco, na Arena Amil, a partir das 21h. Já o Rio de Janeiro encara o Sesi no Maracanãzinho a partir das 10h do sábado, dia 16. Partiu? Lembrete: Se Rio e Osasco vencerem seus respectivos jogos, a final estará definida.


Postar um comentário