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quarta-feira, 28 de agosto de 2013


Começaram os trabalhos da fase final do Grand Prix e o Brasil estreou muito bem com uma sapecada bonita de 3 a 0 nos Estados Unidos, do técnico Karch Kiraly, com parciais de 25/19; 25/12; 25/10. Isso mesmo, foi um chocolate lindo pra cima das americanas que são as atuais tricampeãs da competição.

O primeiro set começou bem parelho, porém o Brasil não deu chances dos EUA crescerem e anulou as jogadas deles. O segundo e o terceiro set, o técnico americano até tentou modificar a equipe, mas não deu, as meninas de Zé Roberto Guimarães estavam demais e arrasaram com as adversárias.

A jovem ponteira Gabi foi eleita a melhor da partida. Aprovo a escolha, mas ficaria na dúvida entre a Fê Peituda Garay ou a outra peituda, a Thaisa, que até bola de meio fundo atacou. Gostei demais da atuação delas duas. 

Foi muito bom o resultado, pois pegou um adversário forte, logo na estreia, passou bem e aumentou a motivação das nossas meninas de ouro. O próximo confronto será o Japão, uma escola completamente diferente da americana e contam com um fator a mais: são as donas da casa. Ou seja, a torcida local será toda para as japonesas. Porém, a nossa torcida zumbi, apesar de ser de casa, é mais poderosa e eu sou mais Brasil hein...

A boa notícia é que a segunda partida do Brasil no Grand Prix não será de madrugada. Tá agendada para esta quinta-feira, 29 de agosto, às 7h10 da manhã, com transmissão da Rede Globo, SporTV e Esporte Interativo.

Foto: Divulgação/FIVB

FASE FINAL DO GRAND PRIX: BRASIL ATROPELA EUA NA ESTREIA

domingo, 18 de agosto de 2013


O Brasil está de vento em poupa no Grand Prix. Nesse fim de semana, na etapa do Cazaquistão, a seleção bicampeã olímpica conquistou três vitórias fáceis, por 3 a 0, contra Cuba, Holanda e as donas da casa, respectivamente. O resultado garantiu o segundo lugar na classificação geral da competição, atrás apenas da China, que está com 100% de aproveitamento.

A campanha brasileira consiste em nove jogos, oito vitórias e uma derrota (pra Bulgária). Na fase final, que será disputada em Sapporo, no Japão, as meninas comandadas por Zé Roberto Guimarães vão encontrar, além da China, Sérvia, Estados Unidos, Itália e as anfitriãs japonesas, que automaticamente estavam classificadas por serem donas da casa.

Tirando as americanas, as brasileiras vão encontrar novas adversárias e de peso. Tirando a primeira rodada, em que enfrentou a Polônia, os EUA e a Rússia, o Brasil não encarou tantas dificuldades, apesar da derrota diante da Bulgária. Ao mesmo tempo que isso foi bom pra não ter muitos desgastes na fase classificatória, pode prejudicar, justamente por isso, porque tirando a primeira rodada, não enfrentou seleções de grande expressão mundial.

O fato é que vamos precisar madrugar e/ou virar a noite pra podermos acompanhar e torcer para as nossas meninas. A pedreira será dura. O esquema da disputa será o seguinte: as seis seleções classificadas jogarão e será o vencedor quem acumular mais pontos, ou seja, será de pontos corridos (o que eu não gosto). 

A etapa final do campeonato será disputada entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro. Até lá, o Brasil vai treinar, estudar os adversários e se preparar muito pra erguer a taça pela nona vez no Grand Prix, porque já faz tempo que a gente não é campeã da competição.

Foto: FIVB


BRASIL SE GARANTE NA FASE FINAL DO GRAND PRIX

segunda-feira, 5 de agosto de 2013


Passada a Liga Mundial, chegou a vez das moças disputarem a competição equivalente no feminino, o Grand Prix. O Brasil estreou em casa, no ginásio Arena Amil (ou Concórdia, como queiram), em Campinas, interior de São Paulo. Os adversários foram os mais difíceis que poderiam ser: Polônia, Rússia e Estados Unidos, e a nossa seleção despachou TODAS elas.

A primeira vítima foi a Polônia, de Skowronska. O Brasil cedeu o primeiro set, mas depois se recuperou e fechou em 3 a 1. O segundo jogo foi contra a Rússia. Para esse confronto, precisa de uma atenção especial aqui no blog. Vocês sabem que sempre que essas duas seleções se enfrentam sai faíscas e no Grand Prix não foi diferente.

Mesmo sem a gigante feiosa da Gamova e a debochada da Sokolova, que anunciaram aposentadoria, o jogo foi quente. É um clássico no volei mundial. Na transmissão da TV, comentaristas compararam esse duelo com o Brasil e Cuba dos anos 90, que saia porrada. Hoje em dia é difícil você ver dedo na cara, mas os afrontes continuam e o jogo de sábado contra as russas deixou isso bem claro. A provocadora de confusões atende pelo nome de Goncharova. Mas as gracinhas dela não surtiram efeito, porque nossas meninas ficaram com mais sangue nos zóio, daí o Brasil virou o jogo e fechou em 3 a 2. 

No dia seguinte, o último compromisso foi contra a renovada equipe dos Estados Unidos. As americanas, assim como as polonesas, assustaram no primeiro set e levaram a parcial. Só que o que faltou nos EUA sobrou no Brasil: maturidade pra levar o jogo. E assim, o Brasil fechou mais uma partida em 3 a 1.

Após os compromissos em Campinas, a seleção embarcou para Porto Rico, sede da próxima etapa do Grand Prix. Além das donas da casa, nossa seleção irá enfrentar a Bulgária (da Vasileva, vocês se lembram bem dela da última Superliga né?) e a República Dominicana.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O BRASIL
Achei o Brasil um pouco nervoso nas partidas. Normal para a estreia e contra grandes adversários. Essa chave realmente era muito difícil e o fator casa com certeza ajudou para que a seleção conseguisse bons resultados. Poréééém, devo atentar a quantidade de erros e a linha de passe. Acho que precisa de um ajuste e também mais precisão para botar as bolas no chão.

Outro ponto que quero destacar é a Sheillão. Incrível como as adversárias respeitam ela. Dá pra perceber que quando ela está em quadra, as adversárias 'pira'. Não é atoa que a nossa oposta é uma das melhores (pra mim é a melhor) do mundo. Quem também se destacou foi a Fabizona, no jogo contra as americanas. A capitã brasileira entrou no lugar de Adenízia e mostrou quem é que manda ali na rede e deu mais segurança as companheiras.

DESFALQUE
Na etapa do Brasil, Fabíola foi relacionada e entrou nas inversões de 5x1. Entrou bem, diga-se de passagem, porém, a levantadora está fora do restante da competição. Devido a um problema pessoal, Fabíola pediu dispensa e deve voltar a Seleção somente na disputa do Sul-Americano, após o Grand Prix.

Foto: Fan Page CBV

BRASIL ESTREIA EM CASA NO GRAND PRIX

domingo, 12 de agosto de 2012

    Os Jogos Olimpícos de Londres vão ficar marcados para sempre na vida das meninas que representaram o Brasil em quadra. Ciclo olímpico com altos e baixos, a saga de firmar uma levantadora, cortes que abalaram o grupo, enfim, muitos obstáculos que podiam levar a crer que as meninas não iam ter boa performance na olimpíada.
   A irregularidade da primeira fase veio a confirmar que as comandadas de Zé Roberto Guimarães não estávam bem no torneio, especialmente no jogo contra a Coréia do Sul, o qual perdeu de forma inacreditável para um time inferior. No entanto, as críticas que sofreram e claro, as amargas derrotas fizeram com que as guerreiras ressurgissem. Se nós torcedores estávamos insatisfeitos, elas com certeza estávam o triplo.
   Lembro até hoje quando eu vi a Sheilla dizendo que se elas conseguissem passar para a segunda fase, seriam ouro e não deu outra. Após a partida épica contra a Rússia nas quartas de final e a Semifinal contra o Japão em que o Brasil atropelou, era hora de enfrentar um adversário duríssimo, a seleção número 1 do ranking da FIVB, os Estados Unidos.

Jaque passa pelo bloqueio americano

   O jogo estava favorável às norte-americanas. No primeiro set elas passaram um trator no Brasil, fechando em 25 a 11. A lição para o andamento do jogo era esquecer o set anterior e seguir em frente. Foi o que as brasileiras fizeram. Só deu Brasil nos outros quatro sets. Os Estados Unidos em alguns momentos ameaçaram a reação, mas o grupo brasileiro soube se comportar e ter a serenidade necessária para ganhar o Ouro.
  Brasil virou o jogo, 3 a 1, parciais de 11/25, 25/17, 25/20, 25/17. Bicampeãs fazendo festa em quadra e consagrando um técnico TRICAMPEÃO OLÍMPICO, Zé Roberto Guimarães (Barcelona-92 com os rapazes, Pequim-2008 e Londres 2012, com as moças). Conquista merecida pelo fato das jogadoras e comissão técnicas nunca terem deixado de acreditar. Talentosas as meninas são e isso todo mundo sabe, mas como elas falaram, um certo momento não estavam conseguindo traduzir em quadra o que haviam estudado, mas nos momentos decisivos, renasceram e o resultado está aí, ouro no peito.

Único brasileiro triolímpico, o vô Zé Roberto Guimarães

  Não dá pra destacar apenas uma jogadora dessa Seleção. Jaque foi incrível, fundamental no fundo de quadra e apareceu muito bem no ataque. Fernanda Garay, quem na Superliga peguei pra Cristo, evoluiu demais e jogou uma excelente Olimpíada. Na final sentiu um pouco o peso no ataque, mas procurou suprir com outros fundamentos. As centrais, Fabiana e Thaisa, efetivas no block e no ataque. Fabí se agigantou em quadra. Sheilla, preciso falar alguma coisa? CRAQUE! E a Dani Lins fez um trabalho incrível que nos quatro anos de ciclo olímpico não havia feito. Deu ritmo às jogadoras, passou confiança, enfim, ela cresceu e acho que é uma surpresa muito boa, já que quando começaram os treinos em Saquarema ela era apenas a terceira levantadora.

Jogadoras e comissão técnica em festa com o bicampeonato olímpico

   As reservas também tiveram um papel fundamental. A toda hora estávam torcendo e prontas para entrarem em qualquer circuntância. Não dá pra tirar também o mérito da Seleção dos Estados Unidos que mostraram o verdadeiro espírito olímpico. Tiveram chance de eliminar o Brasil na primeira fase, podia fazer corpo mole, mas não, deram um show de como deve se comportar em uma Olimpíada, sem contar que a seleção norte americana é EXCELENTE e muito bem dirigida e assessorada. Quem tem o craque Karch Kiraly, campeão olímpico na praia e quadra (quem não o o conhece, joga no Google e pesquisa), de auxiliar, está muito bem servido.
   Agora Brasil, é comemorar esse feito lindo das nossas meninas de Ouro. Aqueles que não acreditaram que era possível sim chegar ao título olímpico, aí está a resposta e a lição de que tem que criticar menos e aprender a confiar mais nas nossas atletas.

Emoção no lugar mais alto do pódio. É OURO! #MeninasDeOuro

  

O OURO DA SUPERAÇÃO - FINAL FEMININA: BRASIL X ESTADOS UNIDOS

 
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